14/11/2019

Tendência do CDS organiza encontro para “Mudar a bem”

Publicado a: 24. Fev, 2015 em Noticias e Recortes

Tendência do CDS organiza encontro para “Mudar a bem”

Tendência do CDS organiza encontro para “Mudar a bem” o panorama político e ajudar os partidos do Governo a abrirem-se às preocupações e aspirações do eleitorado.

Oiça a entrevista à Rádio Renascença de Filipe Anacoreta Correia aqui:

Mudar a bem – é um encontro que está marcado para 7 de Março. Um encontro que os organizadores chamam de “emergência nacional” e que pretende juntar um conjunto alargado de personalidades e cidadãos interessados em abordar os grandes temas de Portugal e da Europa.

O encontro é dinamizado pelo Movimento Alternativa e Responsabilidade – uma tendência dentro do CDS – que não pretende formar um novo partido, mas sim ajudar os partidos da actual coligação governamental a abrirem-se às preocupações e aspirações do eleitorado.

É o que explica Filipe Anacoreta Correia, líder do movimento, que, em entrevista àRenascença, garante que quer contribuir para uma derrota do PS nas próximas eleições legislativas.

“Quero apoiar esta coligação, quero apoiar o CDS. Admito que o CDS, para ainda não ter apresentado um caminho próprio, é porque ambiciona essa coligação”, afirma Filipe Anacoreta, que disputou a liderança a Paulo Portas no congresso de Janeiro de 2014. Desde então, o seu movimento tem procurado ter iniciativas e visibilidade. E uma das iniciativas até teve acolhimento junto do grupo parlamentar, dando origem a um projecto de lei para o alargamento da responsabilidade parental que vai ser discutido no Parlamento na quarta-feira.

Contudo, segundo Anacoreta Correia, esse projecto é a excepção. As outras propostas do movimento não têm tido acolhimento, sobretudo as que dizem respeito à reforma do Estado e do sistema político. Foi o que se passou com a proposta de reforma do sistema eleitoral que apresentaram e que propunha uma alteração dos actuais círculos distritais, permitindo a junção de alguns distritos e a criação de um círculo nacional.

“Nesse círculo nacional de compensação poderia haver lugar a que os votos em branco tivessem lugares na assembleia correspondentes”, ou seja, os votos em branco teriam expressão em lugares por ocupar no Parlamento. “Devia haver a possibilidade de os próprios partidos se sentirem em concorrência com um outro partido que é o de quem sai de casa para votar, tem esse incómodo, mas entende que nenhum dos partidos lhe oferece confiança suficiente para votar neles”, defende este democrata-cristão, que também não está satisfeito com a forma como o Estado se relaciona com os cidadãos.

“Estado abusador e agressivo”
“Hoje temos um Estado que emite multas electronicamente e, de seguida, nos penhora, nos invade o nosso património, sem qualquer relação pessoal, sem capacidade de atender à situação concreta das pessoas. Este é um Estado que nos parece abusador, agressivo”, critica Filipe Anacoreta Correia, acrescentando: “Assistimos a um grande combate que nos parece meritório – o combate à economia paralela –, mas ao mesmo tempo perguntamos a que custo um Estado que sabe tudo o que fazemos, que nos pede o número de contribuinte para tudo o que fazemos.”

Uma das propostas que o seu movimento tem é alterar o regime de casamento, porque “hoje é mais fácil divorciarmo-nos nos do que proteger o património de uma família, mudando o regime supletivo que a lei impõe às famílias que é o da comunhão de adquiridos”.

“Faz sentido que as pessoas que casaram com comunhão de adquiridos possam alterar o seu regime matrimonial sem se separarem e, provavelmente, faz sentido mais: faz sentido que o regime supletivo seja o da separação de bens”, acrescenta Anacoreta Correia.

O líder do Movimento Alternativa e Responsabilidade também reconhece que não está satisfeito com o actual Governo, mas que “a política é a arte do possível”. E garante o seu empenho em ajudar o CDS e mesmo o PSD a irem ao encontro dos eleitores, em vez de os afastarem cada vez mais.

É o que pretende fazer com o encontro “Mudar a bem”, marcado para 7 de Março, em Lisboa e onde vão participar nomes como João Taborda da Gama, Ribeiro e Castro, Raquel Vaz Pinto, Carlos Veiga (antigo primeiro-ministro de Cabo Verde) e Manuel Monteiro, antigo líder do CDS, que Filipe Anacoreta Correia gostava de ver voltar à militância partidária.

Rádio Renascença

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