23/10/2019

Tendência de Filipe Anacoreta no CDS-PP quer afirmar um “movimento social” com independentes

Publicado a: 11. Fev, 2015 em Noticias e Recortes

Tendência de Filipe Anacoreta no CDS-PP quer afirmar um “movimento social” com independentes

“Queremos afirmar um movimento social de discussão com pessoas de fora do partido”

A tendência do CDS-PP Alternativa e Responsabilidade quer afirmar “um movimento social” com independentes e vai promover um encontro para discutir questões sociais e constitucionais, a representação política e a Europa, disse hoje à Lusa Filipe Anacoreta.
“Queremos afirmar um movimento social de discussão com pessoas de fora do partido”, afirmou o líder da tendência Alternativa e Responsabilidade (AR), Filipe Anacoreta, rejeitando que a iniciativa, a realizar em março e para a qual convidou os ex-líderes Manuel Monteiro e José Ribeiro e Castro, seja uma reunião de oposição à liderança de Paulo Portas.
À Lusa, Manuel Monteiro disse que ter aceitado o convite não significa “qualquer interesse na vida político-partidária”, sublinhando que essa “é uma fase que está ultrapassada”.
“Acho que há um tema que deve ser abordado à direita, que é o tema do Estado, não nos termos em que toda a gente fala, não em termos económico-financeiros. A direita deixou-se impressionar pela ideia de que o Estado era um ente perigoso e cada vez mais tenho a convicção que o Estado é o último reduto da defesa das liberdades individuais”, disse Manuel Monteiro.

Para o antigo presidente do CDS-PP, “a ausência do Estado pode levar a fragilidades imensas por parte dos cidadãos”.
Manuel Monteiro ainda não tem definida a sua participação no encontro, que terá painéis em torno de três eixos: as questões sociais e constitucionais, que se relacionam com a economia, a representação política e a Europa.
“Queremos que tenha uma componente de assembleia, de dar a palavra às pessoas de fora”, afirmou Filipe Anacoreta, que frisou também a presença do ex-primeiro-ministro de Cabo Verde Carlos Veiga.
O líder do AR considerou que a área da direita conservadora, em que o AR se insere, tem sofrido de alguma “apatia” e identifica “uma necessidade de mudança em Portugal e na Europa”, que, “se não for interpretada no espaço democrático tem tendência a radicalizar-se”.

Jornal i com Agência Lusa
publicado em 10 Fev 2015 – 09:28

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