23/10/2019

Filipe Anacoreta Correia assume disponibilidade para disputar liderança do CDS

Publicado a: 12. Jan, 2014 em Noticias e Recortes, Notícias

Filipe Anacoreta Correia assume disponibilidade para disputar liderança do CDS

Filipe Anacoreta Correia, o rosto da única tendência organziada dentro do partido de oposição a Paulo Portas, foi este sábado ao Congresso dizer que “ninguém o condiciona” e que “não tem medo de ir a votos”.

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“Ninguém me condiciona, sou dono e senhor dos meus actos e se há coisa de que não tenho medo é de perder”., declarou o líder do Movimento Alternativa e Responsabilidade perante o Congresso, acrescentando: “Darei a cara, irei a votos. Chamo-me Filipe  Anacoreta Correia, tenho 41 anos. Se for preciso sou candidato à liderança do partido”.

Num discurso repleto de críticas à liderança de Paulo Portas, Anacoreta Correia disse que o “Congresso é o momento de se mostrar ao país o que se pensa”. Depois pediu mudança e insurgiu-se contra o “conformismo” do partido no Governo.

O  tema das eleições europeias foi lançado para o debate e Filipe Anacoreta declarou que “o Congresso deve ser livre”, desafiando Paulo Portas a dizer se existe liberdade para os militantes se pronunciarem  sobre as eleições europeias.

Em matéria de eleições para o Parlamento Europeu, marcadas para finais de Maio, o líder do Alternativa e Responsabilidade defendeu uma candidatura própria do partido, questionando: “Estará o partido cativo?”.

Dirigindo-se a Paulo Portas, disse que “é possível fazer melhor e diferente do que estamos na fazer” e que “o CDS está aquém das expetactivas que criou”. Apontou exemplos onde o partido não ousou avançar, como a fusão de municípios. Depois deixou um aviso: “Corremos o risco de nos tornamos um partido do sistema (…) Não basta conversa, é preciso compromissos e medidas concretas”.

A resposta  por parte da direcção não se fez esperar. Nuno Melo levantou o  Congresso ao afirmar que o CDS é um partido de gente livre”. “Filipe, se pensas que só quem te apoia é gente livre no CDS, para começo de conversa eu não sou cativo de  ninguém, nem me parece que Paulo Portas tenha sido eleito pelos cativos”, declarou o eurodeputado, depois de afirmar: “O  fogo amigo também mata. E o fogo amigo, para ser amigo, tem que ser involuntário. E o teu muitas vezes não o parece”.

Fonte Público

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