23/10/2019

Anacoreta Correia esperava que Portas reconhecesse “erro”

Publicado a: 11. Jan, 2014 em Noticias e Recortes, Notícias

O líder do movimento Alternativa e Responsabilidade (AR), Filipe Anacoreta Correia, disse hoje que esperava que o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, tivesse reconhecido o “erro” da demissão no verão, sem clarificar que será candidato à liderança.

“Eu esperaria que, quanto à crise de junho, houvesse uma sinalização de que aquele ato teve uma componente de erro, trouxe riscos para o país e deixou os portugueses sobressaltados e trouxe uma enorme imprevisibilidade política com graves consequências económicas e financeiras”, afirmou Filipe Anacoreta, à entrada para a sessão da tarde do primeiro dia do Congresso do CDS-PP.

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou hoje que a crise política do verão acabou por resultar num Governo “mais forte” e que “a economia beneficia com isso”, sustentando que “o que teve de ser teve muita força” e afastou a ideia que a sua demissão tivesse sido “um capricho ou um enfado”.

Portas tinha reservado para o Congresso uma explicação sobre a crise política do verão, em que chegou a apresentar a demissão de ministro dos Negócios Estrangeiros – que classificou como irrevogável – acabando por assumir o cargo de vice-primeiro-ministro e reforçar a posição do CDS-PP no Governo, com António Pires de Lima no Ministério da Economia.

No entanto, Filipe Anacoreta Correia diz ter esperado mais desta intervenção.

“Não se pode pressentir ou perceber que aquele ato foi uma jogada num tabuleiro onde se joga o país e os portugueses. Esperava o reconhecimento de que não foi uma jogada, não foi intencional”, disse o líder do AR.

Por outro lado, Anacoreta Correia lamentou que, na apresentação da moção de Paulo Portas, feita por Telmo Correia, lhe tenham sido dirigidas críticas diretas, depois do presidente do partido ter pedido um congresso afastado de “querelas fulanistas”.

No entanto, e apesar da insistência dos jornalistas, Anacoreta Correia nunca foi claro sobre a apresentação de uma candidatura à liderança, que deixou em aberto.

“Não me quero antecipar ao que vou dizer ao congresso, neste momento é possível perceber que há duas posições neste congresso, uma que acha que está tudo bem e outra que esperava mais. Seremos consequentes com o que dissemos”, disse.

Outro apoiante do AR, Pedro Pestana Bastos tinha dito anteriormente à Lusa que a moção do movimento só não irá a votos se for subscrita pelo presidente do partido, Paulo Portas.

As moções de estratégia global serão votadas, por voto secreto, a partir da meia-noite, tendo os proponentes que indicar até às 23:30 se as levam a sufrágio.

Fonte

Diário de Notícias

 

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